28.3.09

O sequestro do busa, a praia e o circuito paulista

Pausadinha da hora que a galera ficou em Praia Grande (2002)

No post anterior, para divulgar o começo do Paulista em 2009, escrevi em um parágrafo que “para não fugir à regra de iniciar em cidade litorânea” o evento começaria 2009 em São Sebastião, afirmação esta que gerou certa dúvida em muitas pessoas que me alertaram de um possível erro. Tanto é que alterei a frase para facilitar aos entendedores desavisados. Esses questionamentos me fizeram lembrar de várias estórias que rolaram no passado, de onde tiro boa parte de minhas idéias para escrever. Então vou usar este post para explicar que não existe erro algum no que disse e ainda vou contar um pouco da história que muitos novatos nunca ficariam sabendo que aconteceu.

Pódio amador na 1ª etapa de 2002:
Cerezini (2º), Yellow (1º) e Michel em 3º

O circuito paulista de skate, que hoje é organizado pelo Toninho da Switch, de Ribeirão Preto, já passou pelas mãos de pelo menos outros dois organizadores. Se não me engano lembro dos circuitos do Toshiro, que passou depois para a organização do Rato da Office Street, loja de Barra Bonita/SP, antes de chegar a ser responsabilidade do querido amigo rebeirãopretano.

Não sei ao certo quando o circuito paulista começou com esse nome, mas me lembro da primeira vez que fui ao início do circuito na praia, em 2001, na cidade de São Vicente. Como todo evento que vou, sempre existe uma história que marca aquele final de semana, e a partir de então é lembrada com freqüência, ainda mais quando se encontra algum truta que também protagonizou o fato. Nesse evento, morava há apenas um ano na capital e desci para o litoral de busão de linha. Lá estavam presentes muita gente do skate. Da minha região, os skatistas de Franca desceram a serra em um busão que alugaram. Entre as várias histórias que passei esse final, que não vou contar aqui porque sei que geral não lê nada, esta aconteceu na volta pra capital, quando o busão da galera de Franca foi seqüestrado pelo ‘De Olho no Crime’. Dois metros era o que estava mais na febre de aterrorizar a galera do interior durante o trajeto até a capital.

Stanley levou o amador em um desses anos
de circuito Paulista com começo na praia
Crooked


Muita risada, trocas de idéia entre essa galera e outros que também pegaram carona até SP, enfim, a volta pra casa foi agitada com intervenções esporádicas do Dois Metros tomando lição de geral para saber se aprenderam a cantar a uma determinada música. E era bom não dar brecha porque a febre rolava com que não cantasse direito. Outro momento hilário foi quando ele anunciou que tinha tomado o busão de seqüestro. “Tem uma bomba no bagageiro! É pra fazer tudo que eu mando senão explode tudo”, gritava o mano.

Na Anchieta, o busão despejou os que ficariam na capital para seguir sentido nordeste do estado. E não poderia ser um final de viagem sem febre de Dois Metros. Ele saiu primeiro e ficou na porta exercendo o papel de cobrador, revistando a galera que desembarcava. Se você não tivesse uma boa desculpa para evitar o empréstimo, não veria nunca mais o objeto que Dois Metros queria. Eu mesmo estava de toca e quase fiquei sem, mas fui ligeiro e não deixei rolar!

Pódio iniciante em Praia Grande (2002):
D. Oliveira (2º), Caio Feitosa ? (1º) e Arame em 3º

Em 2002 o paulista começou o ano em Praia Grande, época que já tinha a câmera. As imagens que ilustram esse post são deste evento. No ano seguinte, 2003, o paulista começou no Guarujá. Depois disso, não lembro de muita coisa, mas já serve para todos flagrarem o porquê escrevi a frase que originou este post. Outra característica que marcava o evento antigamente era a etapa final, que sempre acontecia no Sesc Ipiranga, em São Paulo. Época boa essa!